Artigo publicado no jornal Meio e Mensagem, no dia 19 de dezembro de 2011, sobre o comportamento do internauta latino-americano
Nos últimos dez anos, o crescimento da internet na América Latina ultrapassou a marca de mil por cento, segundo estatísticas da Internet World Stats. Dados do Ibope Nielsen online do último trimestre de 2011 colocam o Brasil na terceira posição mundial em números de usuários ativos na internet, totalizando 78,5 milhões de pessoas conectadas, com uma média de acesso de 47 horas mensais. Se considerarmos acessos realizados em aplicativos como Skype e Messenger, a média de navegação do brasileiro sobe para 64 horas mensais. |
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Os pontos de conexão com a internet acontecem em diferentes ambientes (como demonstrado no quadro) na comparação entre países da América do Sul. O Brasil é líder em conexão em casa e no trabalho. Isso representa uma excelente notícia para os sites de comércio eletrônico, já que esses dois tipos de acesso apresentam maior sensação de segurança para o consumidor online, diferentemente dos ambientes públicos como lan houses e cyber cafés. |
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Os buscadores, portais e comunidades virtuais atraem hoje 94% dos internautas para os sites de comércio eletrônico, alcançando 70% dos usuários, segundo dados de outubro/2011 do Ibope Nielsen Online. Esses números, associados a um momento econômico favorável, provocarão este ano, de acordo com o Etail Report, um aumento previsto em torno de 25% nas vendas eletrônicas em todo o País, fazendo ferver ainda mais esse mercado. |
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O crescimento econômico do País nos últimos anos favoreceu também o aumento da participação da classe C no setor de comércio eletrônico, sendo responsável por 23% das compras online, segundo dados do Target Group Index (fevereiro 2010 a janeiro 2011). O aumento no acesso a sites de comércio eletrônico se deve ao crescimento da penetração da banda larga, onde o Brasil atingiu os atuais 54 milhões de usuários. Somente e m outubro deste ano foram ativados 3,2 milhões de conexões, um número 66% acima da media observada em 2011, segundo estudo da Associação Brasileira de Telecomunicações. |
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O comércio eletrônico no Brasil vem amadurecendo a cada dia e hoje, com 15 anos de experiência, demandando cada vez mais informações estratégicas para a tomada de decisão no meio. Assim, o Ibope criou o estudo E-tail Report, voltado ao mercado de comércio eletrônico, com informações para lojistas e marcas. |
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Segundo dados de outubro de 2011, os cinco setores mais visualizados pelos internautas (produto disponíveis na vitrine) das 25 maiores lojas online do País foram, na ordem: eletroeletrônico, vestuário e têxtil, cultura, casa e decoração, e informática. Já as três categorias mais buscadas pelos internautas (produtos observados em detalhe) foram telefonia móvel, calçados e notebooks. |
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Impulsionada pelo crescimento do comércio eletrônico, cresce também a demanda de informações sobre o qu e este consumidor vê, busca, compra e onde ele realiza todas essas ações. A compreensão dessas informações sobre o comportamento deste consumidor será o passo mais importante para o crescimento do comércio eletrônico no Brasil e o destaque de lojas neste meio que está cada dia mais competitivo. |
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Além de entender o consumidor em seu canal de acesso mais natural, a conexão via computador, as empresas também deverão entender e se adequar às novas plataformas que estão chegando ao mercado. Segundo pesquisa feita nos EUA pela Forrester Research, até 2016 as vendas online utilizando a plataforma celular podem representar mais de 7% do total de vendas de uma loja, que, além de ser um número expressivo, significa um perfil totalmente distinto daquele consumidor que utiliza computador ou tablet.
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